quinta-feira, 9 de maio de 2013

O que nunca saberás (..)


Depois de ter passado tanto tempo, parece-me mais fácil admitir que finalmente te esqueci. Julguei que te iria amar para sempre. Foste, sem dúvida, o meu primeiro e grande amor. Nunca foste o rapaz dos meus sonhos, mas dei pelas coisas acontecerem, quando eu já estava apaixonada por ti. Olhando agora para trás, custa-me perceber e entender algumas coisas. Não entendia as tuas atitudes. Eu, no fundo, sempre acreditei que gostasses de mim também, mas custava-te admitir. Eras o rapaz que fumava, bebias, divertias-te com a primeira que te aparecesse á frente, não me encaixava no teu grupo de amigos, e então, preferiste nunca assumir nada comigo, nem sequer ser sincero comigo. Mas eu sei. Sei que lá no fundo, tu sabias que nutrias sentimentos por mim. Acredito que os teus sentimentos nunca tivessem sido tão fortes e tão longos como os meus. Possivelmente os dois primeiros meses gostaste de mim, mas depois, talvez por teres sentido que eu estava a ficar bastante apanhada, preferiste desligares-te de mim nesse sentido, e, quando estavas comigo, estavas para tentares alguma coisa. Eu lembro-me de tudo, sabes ? Lembro-me como começámos a falar, lembro-me do primeiro dia em que viemos juntos para casa ( uma vez que somos vizinhos ), lembro o nosso primeiro beijo, naquelas escadas, lembro-me de algumas brincadeiras, lembro-me do teu sorriso metálico, que me fazia derreter toda, do teu olhar rasgado, das tuas mãos, do teu toque, do teu perfume, do toque do teu cabelo. Lembro-me de tanta coisa, e já passaram dois anos. Lembro-me de uma vez teres ficado chateado comigo porque eu ria-me sempre que te beijava. Tu detestavas isso porque passava mais tempo a brincar do que a propriamente a beijar-te. Apesar de me lembrar de muitos bons momentos, também me lembro das tuas mentiras, das vezes em que estavas com outras raparigas e dizias serem tuas primas, das tuas intenções, das vezes em que chorei por ti, de todas as vezes que fui atrás de ti e mandavas-me ir dar uma volta. Agora, tudo isso, faz-me lembrar o quão parva consegui ser ao não acreditar que tu só me querias para te gabares perante aqueles a quem me escondias. Uma das tuas atitudes ás quais não encontro explicação. Lembro-me de uma vez estar sentada ao colo de um rapaz, teres olhado, e um dos teus amigos ter dito que tinhas ficado chateado por teres visto o que viste. E eu no fundo, sorria, mas ao mesmo tempo, tentava puxar pela cabeça os motivos para teres ficado assim. Se não gostavas de mim, se não querias nada comigo, então, porque ficar assim ? Pois. 
No outro dia, quando te vi, o meu coração bateu ... Bateu porque estava na hora de decidir seguir em frente ! Mesmo depois de tudo, agradeço-te. Fizeste-me sentir especial, de alguma maneira, não daquela que sempre quis sentir, mas conseguiste fazê-lo. Agradeço-te porque me fizeste sofrer tanto que enriqueceu a minha força. Tornaste-me numa MULHER. Todas as lágrimas que larguei por ti, todas as vezes que não comi por estar a sofrer, todas as vezes que ouvi comentários para te mandar passear, valeram a pena. Hoje, sei que mais nenhum rapaz me voltará a fazer o que tu fizeste. De hoje em diante, e se aparecer alguém, não vou deixá-lo brincar comigo da mesma forma que tu brincaste.
E isto, parece ser mesmo o fim. Amei-te, acredita. Mas chega, até um dia !

4 comentários:

  1. Assim é que é um adeus ! Dois anos, não fazia ideia que já tinha sido há tanto tempo, pensei que fosse há uns meses que tinham acabado...

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  2. Começou tudo em 2011, e acabou tudo há um ano e pouco, há quase dois anos. Por aí, sim.
    Não, já lá faz o tempo, mas para mim, parece que foi ontem que tudo começou e acabou...

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  3. Ás vezes é assim, achamos que foi ontem e já foi a dois ou três anos. Percebo te. O importante é que estejas a seguir em frente.
    Força.

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